Reminiscências da Rádio Cruzeiro do Sul. A cada ano, o coração bate mais forte!

Não é uma recordação quase apagada. Vive na memória de todos nós. A Rádio Cruzeiro do Sul de Cornélio Procópio (AM), para nós que nela nos iniciamos nessa carreira fascinante e glamorosa de locutor de rádio, na mais alta acepção da palavra e nas suas limitações, foi qualquer coisa de inesquecível.

Hoje, faz exatamente um ano que nós, alguns amigos que nela trabalharam, nos reunimos para uma confraternização, na casa do amigo Zé Leite. Foi para comemorar e relembrar coisas que ficaram no passado, mas que nunca serão esquecidas. Afinal, a Cruzeiro foi, para todos nós, uma verdadeira escola.

Em uma homenagem que prestei ao Hélio Claudio, seu primeiro gerente, já havia mencionado: Quem acompanhou o rádio na década de sessenta no norte do Paraná, não se esquece: a Cruzeiro do Sul, hoje, infelizmente, extinta, promoveu uma verdadeira revolução no processo de radiodifusão da cidade.

Com estímulos a novos tipos de sociabilidade da informação, estilos modernos de programas e bons profissionais, conquistou espaço invejável.

Enquanto existiu, a Cruzeiro exerceu um papel de destaque na interação com sociedade. Pena que, como muitos outros ramos, sucumbiu em face de más gestões e à instabilidade econômica do país ao longo dos anos e, claro, à modernidade.

Dos muitos amigos que conosco militaram na Cruzeiro, infelizmente, restam poucos. Uns, moram distantes e outros já cumpriram a sua jornada nesta dimensão e não estão mais entre nós.

Este ano, a pandemia nos cerceou dessa comemoração. Mas, o ano que vem já está aí e, se Deus quiser, estaremos mais uma vez nos confraternizando e relembrando momentos vividos na querida Cruzeiro. Na casa do Zé Leite, claro!

Texto ATAÍDE CUQUI